Baleiro
- Cesar Teixeira
- Fortaleza, Ceará, Brazil
- entre as inúmeras coisas identificáveis que já ouvi, uma delas é que tenho uma multidão dentro de mim.
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Vale o ingresso?

As cinebiografias geralmente são sucesso de público. Tanto aqui como em Hollywood é comum alguma personalidade (músicos, politicos, atores...) despontar nas telas do cinema, tendo a sua trajetória contada em vídeo.
Certamente temos bons títulos nesse segmento, personalidades que de fato, têm (ou tiveram) uma história de vida interessante.
É uma espécie de homenagem ao legado deixado (ou ainda em construção). Porém, parece que todos acham que a sua história rende um bom filme. Discordo.
Acredito na construção de histórias até rotineiras, sem tanto glamour, sucesso ou coisa parecida. Acredito na essência das pessoas pelo que as mesmas trazem em si, e isso passa longe de status ou reconhecimento.
Na era da vaidade reinante, ter uma película sobre sua vida é a pretensão de muitos deslumbrados. Acho que cinebiografias devem ser feitas postumamente. Ninguém vai deixar de ter prestígio em vida por não ter sido cinebiografado.
No Brasil temos grandes sucessos de bilheteria: Olga, Cazuza, Dois Filhos de Francisco. Aproveitando a fórmula do sucesso (quase) garantido, a próxima história que veremos é a de Frank Aguiar (sim, aquele do teclado e dos gritinhos). "Os sonhos de um sonhador – A história de Frank Aguiar”, sobre a vida do cantor e político está em fase de produção.
Entendo que gosto não se discute e que para todo artista existe um público. Mas não consigo compreender o que levaram as pessoas a achar que a história do cantor-político dá um bom filme.
Talvez, os critérios utilizados sejam os fatos dele ter conseguido sucesso como cantor e posteriomente tornado-se deputado. Na minha opinião, isso é muito pouco. Não tenho dúvidas do sucesso do filme, a receita já está pronta. Agora é só acrescentar meia dúzia de atores globais que a bilheteria(e o filme) vão bombar (literalmente).
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Freud explica...

Entrou em cartaz na última sexta-feira (17/04/09) “Divã”, baseado no romance da cronista Martha Medeiros. O filme narra a estória de Mercedes, uma mulher casada e mãe de dois filhos adolescentes que decide procurar um psicanalista.
Na análise, a personagem vivida por Lilia Cabral fala de alegrias e dramas vividos em mais de vinte anos de casamento .Questiona a si própria, a vida e os outros. Chega a algumas conclusões e toma decisões. Nesse imbróglio todo, ela começa a viver experiências novas e que trilham um novo (e divertido) caminho de descobertas.
O filme trata das descobertas de nós mesmo, cedo ou tarde, das decisões que nos cabe (ou não) tomá-las. Lilia Cabral rouba a cena ao interpretar a quarentona Mercedes, vivendo a sua primeira protagonista no Cinema.
O elenco é formado por atores globais e tem ingredientes que agradam ao grande público, com cenas divertidas e rostos conhecidos, o que facilita a aceitação do público e um promissor sucesso.
Dirigido por José Alvarenga Jr, o filme foi muito bem na bilheteria do seu primeiro final de semana de exibição, chegando a mais de 150 mil ingressos vendidos em todo Brasil.
Na análise, a personagem vivida por Lilia Cabral fala de alegrias e dramas vividos em mais de vinte anos de casamento .Questiona a si própria, a vida e os outros. Chega a algumas conclusões e toma decisões. Nesse imbróglio todo, ela começa a viver experiências novas e que trilham um novo (e divertido) caminho de descobertas.
O filme trata das descobertas de nós mesmo, cedo ou tarde, das decisões que nos cabe (ou não) tomá-las. Lilia Cabral rouba a cena ao interpretar a quarentona Mercedes, vivendo a sua primeira protagonista no Cinema.
O elenco é formado por atores globais e tem ingredientes que agradam ao grande público, com cenas divertidas e rostos conhecidos, o que facilita a aceitação do público e um promissor sucesso.
Dirigido por José Alvarenga Jr, o filme foi muito bem na bilheteria do seu primeiro final de semana de exibição, chegando a mais de 150 mil ingressos vendidos em todo Brasil.
Desculpas Esfarrapadas

As comédias românticas sempre foram um filão para os românticos e apaixonados de plantão. Porém, está em cartaz um filme que segue um víeis um pouco diferente dos demais enredos açucarados de Hollywood.
O título do filme “Ele Não Está Afim De Você” já nos dá dicas de que a estória não se trata de um final feliz promissor. Não existe também aquele arquétipo de um casal que encontra contradições durante quase duas horas para enfim, serem felizes para sempre. Os protagonistas (que são mais de meia dúzia) se entrelaçam de alguma maneira, em situações opostas e o desenrolar da trama prossegue.
Logo no inicio do filme uma das protagonistas leva o eu primeiro “fora” e o detalhe: num playground e ela devia ter no máximo cinco anos. Mas lhe dão uma boa desculpa e ela passa a acreditar que a rejeição tem haver com o sentimento que o garoto não quer demonstrar e assim, ela passa a ouvir desculpas do tipo na adolescência e na fase adulta. Quando simplesmente deveria ouvir: “Ele Não Está Tão Afim de Você”.
Mas o filme vai, além disso, e nos colocar a par de várias situações em que podemos questionar os relacionamentos de uma maneira mais ampla: solteiros, namorados, casados... Ninguém é poupado das situações hilárias e em alguns momentos dramáticas. O filme transcorre numa narrativa empolgante, com um elenco afiado e bem acima da média que costumamos ver nas comédias românticas adocicadas.
É mais que uma “sessão da tarde” e menos que um filme “Cult”. Mas vele a pena vê-lo sem preconceitos. Certamente você vai se ver em alguma situação (ou várias) ou personagem (ou vários). Com diálogos interessantes e bem construídos a película é uma ótima surpresa do gênero e deve ser apreciada. No elenco a talentosa Scarlett Johansson( A Outra), Bem Affleck (Shakespeare Apaixonado), Jennifer Aniston (Marley e Eu), Drew Barrymore (Letra e Música) entre outros.
O título do filme “Ele Não Está Afim De Você” já nos dá dicas de que a estória não se trata de um final feliz promissor. Não existe também aquele arquétipo de um casal que encontra contradições durante quase duas horas para enfim, serem felizes para sempre. Os protagonistas (que são mais de meia dúzia) se entrelaçam de alguma maneira, em situações opostas e o desenrolar da trama prossegue.
Logo no inicio do filme uma das protagonistas leva o eu primeiro “fora” e o detalhe: num playground e ela devia ter no máximo cinco anos. Mas lhe dão uma boa desculpa e ela passa a acreditar que a rejeição tem haver com o sentimento que o garoto não quer demonstrar e assim, ela passa a ouvir desculpas do tipo na adolescência e na fase adulta. Quando simplesmente deveria ouvir: “Ele Não Está Tão Afim de Você”.
Mas o filme vai, além disso, e nos colocar a par de várias situações em que podemos questionar os relacionamentos de uma maneira mais ampla: solteiros, namorados, casados... Ninguém é poupado das situações hilárias e em alguns momentos dramáticas. O filme transcorre numa narrativa empolgante, com um elenco afiado e bem acima da média que costumamos ver nas comédias românticas adocicadas.
É mais que uma “sessão da tarde” e menos que um filme “Cult”. Mas vele a pena vê-lo sem preconceitos. Certamente você vai se ver em alguma situação (ou várias) ou personagem (ou vários). Com diálogos interessantes e bem construídos a película é uma ótima surpresa do gênero e deve ser apreciada. No elenco a talentosa Scarlett Johansson( A Outra), Bem Affleck (Shakespeare Apaixonado), Jennifer Aniston (Marley e Eu), Drew Barrymore (Letra e Música) entre outros.
Informações TécnicasTítulo no Brasil: Ele Não Está Tão a Fim de VocêTítulo Original: He's Just Not That Into YouPaís de Origem: EUA / AlemanhaGênero: Comédia / RomanceClassificação etária: 12 anosTempo de Duração: 129 minutosAno de Lançamento: 2009
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Em Cartaz...

Dúvida (Doubt), dirigido por John Patrick Shanley está em cartaz e traz no elenco os talentosos atores Meryl Streep (O Diabo Veste Prada), Philip Seymour Hoffman (Capote).
O filme se passa na década de 60 e retrata uma conservadora escola americana. Nele a irmã Aloysius (Streep) conduz com mão de ferro os alunos e as outras feiras da Escola. Já o carismático Padre Flynn (Hoffman) é um homem condescendente e acredita em outro modelo disciplinar.
A chegada do primeiro aluno negro a escola e a atenção especial que o Padre Flynn tem por ele, levantam suspeitas da irmã. Sem provas e de maneira implacável ela faz de tudo para banir o Padre da Escola.
O filme nos faz pensar acerca dos pré-julgamentos que fazemos dos outros. Do quanto somos intolerantes em alguns momentos.
Veja o filme e tente ter alguma certeza, mas se ainda restar dúvidas...
O filme se passa na década de 60 e retrata uma conservadora escola americana. Nele a irmã Aloysius (Streep) conduz com mão de ferro os alunos e as outras feiras da Escola. Já o carismático Padre Flynn (Hoffman) é um homem condescendente e acredita em outro modelo disciplinar.
A chegada do primeiro aluno negro a escola e a atenção especial que o Padre Flynn tem por ele, levantam suspeitas da irmã. Sem provas e de maneira implacável ela faz de tudo para banir o Padre da Escola.
O filme nos faz pensar acerca dos pré-julgamentos que fazemos dos outros. Do quanto somos intolerantes em alguns momentos.
Veja o filme e tente ter alguma certeza, mas se ainda restar dúvidas...
Prêmio Vivo de Cinema e alguns dos premiados

O Grande Prêmio Vivo do Cinema Brasileiro, organizado pela Academia Brasileira de Cinema premiou os melhores do Cinema em 2008. Abaixo, alguns dos destaques:
Melhor Filme (Júri e Voto Popular): Estômago
Melhor Ator: Selton Mello (Meu Nome não É Johnny)
Melhor Atriz: Leandra Leal (Nome Próprio)
Melhor Ator Coadjuvante: Babu Santana (Estômago)
Melhor Atriz Coadjuvante: Julia Lemmertz (Meu Nome não É Johnny)
Melhor Diretor: Marcos Jorge (Estômago)
Melhor Documentário: O Mistério do Samba
Melhor Fotografia: Cesar Charlone (Ensaio Sobre a Cegueira)
Melhor Direção de Arte: Tulé Peake (Ensaio Sobre a Cegueira)
Melhor Trilha Sonora: Wagner Tiso (Os Desafinados)
Melhor Roteiro Adaptado: Mariza Leão e Mauro Lima (Meu Nome não É Johnny)
Melhor Roteiro Original: Estômago
Melhor Figurino: André Simonetti (Chega de Saudade)
Melhor Longa Estrangeiro: Vicky Cristina Barcelona.
terça-feira, 14 de abril de 2009
Personagens Interessantes Encontrados No Dia-a-Dia

Macabéa, do livro "A Hora Da Estrela" de Clarice Lispector.
Uma nordestina na cidade grande. Perdida entre pessoas e coisas que parecem que vão devorá-la. De simplicidade extrema, desde a maneira de se portar e falar. Frases desconexas, ora cheias de emoção, outras parece carecer de todas. Em outros momentos parece ter muitos sonhos e por instantes, nenhum.
***
Dia desses fui atendido por uma "Macabéa" numa padaria. Na hora identifiquei-a como tal e confesso que me causou muita emoção encontrá-la.
Deu vontade de perguntar seu nome. Decidi não fazê-lo, quis dá "vida" a ela no meu imaginário. Observei suas atitudes, a maneira como era tratada por suas demais colegas de trabalho. Vi também que ela estava com o rosto pintado e com o cabelo preso. Certamente as colegas haviam lhe dado dicas de como ficar mais bonita. Ela era tímida e atendia aos clientes com uma insegurança visível. Parecia que era seu primeiro dia ou poderia ser o centésimo. O tempo certamente não lhe trará segurança, o lado arredio e a sua timidez são caracterísitcas intrinsecas a sua personalidade.
Fiquei pensando de qual cidade do interior do Estado ela possa ter vindo (eu tb sou do interior do Ceará). Dos sonhos que trouxe consigo, de que maneira se deu a vinda dela á Fortaleza. Seria uma retirante? Uma sonhadora nata ou "vitíma" das circunstâncias?
Como me propus em "criar" a sua história acredito que ela veio para a "cidade grande" por querer melhorar de vida. Que se chama Aparecida e cursou até a oitava série do primeiro grau, portanto, acredita está preparada para conseguir um bom trabalho. Havia se cansado do trabalho doméstico na casa de Dona Laurinha na cidade de Mombaça (sim, acho que ela veio de lá). Aqui chegando, viu o mar pela primeira vez e os excessos de carros e buzinas que a deixou atordoada. Escreveu uma carta para a mãe falando sobre o mar, detalhou os sons e cores como se descrevesse algo para um cego.
Mora aqui com uma tia e uma prima, pega dois ônibus para chegar ao trabalho. Trabalha doze horas por dia e quando chega em casa assiste a novela das oito. Não gosta de noticíarios, acredita que eles só tratam de desgraças. Não gosta de política, tirou o título de eleitor mas nunca quis votar. Aparecida sonha em casar na Igreja e vai á missa sempre que pode. É devota de Santo Antônio. Lê todos os dias os cadernos sobre televisão dos jornais impressos. Lê também o horóscopo, é do signo de Virgem. Nem todo ano lembra da data do seu aniversário. Não tem celular, nem email, nem msn, na verdade nunca usou a Internet.
Acha bonito o período do Natal, mas neste último trabalhou muito. Mandou um cartão-postal e um cartão de natal para a mãe.Gostava de ver os pontos da cidade que estavam decorados. Ganhou um panetone do seu chefe, comprou uma garrafa de chanpagne (tipo cidra) e comemorou a entrada de 2009. Fez pedidos e usou branco. Queria ter ido a praia, mas a tia pediu que ficasse com ela para que não entrasse o ano sozinha. A prima havia saído com os amigos. Ela gosta do uniforme que usa como atendente na pequena padaria e acha Pedro, o padeiro de lá muito bonito, mas ele é casado.
No quarto onde dorme (de rede) colocou uma foto sua tirada na sua cidade natal e outra tirada recetemente.
Cotidiano

...apenas para falar de coisas cotidianas e que a rotina muitas vezes nos impede de expressar. Falar do nada e sobre tudo. Das banalidades, das coisas fantásticas, dos medos, conquistas...da vida pelo seu "conjunto da obra" do que as vezes tornamos complexo, e que é de fato tão simples.
Da importância real das pessoas que nos cerca e que se algum dia se forem, continuarão a ter uma importância ímpar nas nossas vidas.
De assombros e solidões, dos nossos "restos" e restos dos outros, coisas que ficam em nós. E coisas que deixamos também.
Do tempo que é veloz.
Do prazer de sentir sem precisar se esforçar.
Da companhia despretensiosa de alguém, quando o silêncio não consegue intimidá-los.
Dos encontros que se tornam eternos ("sem saber que o pra sempre sempre acaba")
De ver o mar.
De mergulhar.
Deixar que a chuva caia e não se importar com guarda-chuva.
De ser e ter.
Que "pela minha lei, a gente era obrigado a ser feliz".
Das inúmeras paixões que aquelas que têm brilho nos olhos conseguem sentir (e despertar)
Da felicidade repentina.
Do desejo de viver.
Da aventura que por ventura se mostre maior. (uma espera)
Das desenfreadas paixões (uma busca)
Do instante (o agora)
Da incessante procura por nós mesmo em alguém.
De nos achar em outro.
Nos parecer, nos pertencer, nos violar, nos envolver.
Padecer de amor.
Ter sonhos.
Ser forte e frágil (glórias e fracassos)
O que é um fracasso?
O que é uma glória?
Momentos, não é?!
E isso é a representatividade da vida, em parâmetros nem sempre cinematográficos, mas com uma dose de cotidiano que nos inspira e cansa. Que se repete e nos surpreende. Numa segunda-feira qualquer,onde se busca algum tipo de prazer. Que se quer fugir de regras sem subjugamentos, apenas por querer. Sem motivos a mais. Com todos os motivos possíveis.
(silêncio)
É preciso ouvir a si próprio, algumas vezes temos algo de bom a nos dizer (quase sempre). E as vezes o mundo em volta nos impede de ouvir.
(barulho)
assim pode se não pensar e nada e seguir.
(pausa)
para continuar
(seguir)
para repousar
aliviar sentidos, buscar sentido, rumos, direção...
não existe razões pra tudo.
as vezes sente-se porque sim e por nada mais.
existe o além...
mas existe o antes.
já ouvi que o diabo mora nos detalhes (ou seria Deus ?)
e as vezes as coisas são só detalhes.
na sua maioria, somos nós.
Da importância real das pessoas que nos cerca e que se algum dia se forem, continuarão a ter uma importância ímpar nas nossas vidas.
De assombros e solidões, dos nossos "restos" e restos dos outros, coisas que ficam em nós. E coisas que deixamos também.
Do tempo que é veloz.
Do prazer de sentir sem precisar se esforçar.
Da companhia despretensiosa de alguém, quando o silêncio não consegue intimidá-los.
Dos encontros que se tornam eternos ("sem saber que o pra sempre sempre acaba")
De ver o mar.
De mergulhar.
Deixar que a chuva caia e não se importar com guarda-chuva.
De ser e ter.
Que "pela minha lei, a gente era obrigado a ser feliz".
Das inúmeras paixões que aquelas que têm brilho nos olhos conseguem sentir (e despertar)
Da felicidade repentina.
Do desejo de viver.
Da aventura que por ventura se mostre maior. (uma espera)
Das desenfreadas paixões (uma busca)
Do instante (o agora)
Da incessante procura por nós mesmo em alguém.
De nos achar em outro.
Nos parecer, nos pertencer, nos violar, nos envolver.
Padecer de amor.
Ter sonhos.
Ser forte e frágil (glórias e fracassos)
O que é um fracasso?
O que é uma glória?
Momentos, não é?!
E isso é a representatividade da vida, em parâmetros nem sempre cinematográficos, mas com uma dose de cotidiano que nos inspira e cansa. Que se repete e nos surpreende. Numa segunda-feira qualquer,onde se busca algum tipo de prazer. Que se quer fugir de regras sem subjugamentos, apenas por querer. Sem motivos a mais. Com todos os motivos possíveis.
(silêncio)
É preciso ouvir a si próprio, algumas vezes temos algo de bom a nos dizer (quase sempre). E as vezes o mundo em volta nos impede de ouvir.
(barulho)
assim pode se não pensar e nada e seguir.
(pausa)
para continuar
(seguir)
para repousar
aliviar sentidos, buscar sentido, rumos, direção...
não existe razões pra tudo.
as vezes sente-se porque sim e por nada mais.
existe o além...
mas existe o antes.
já ouvi que o diabo mora nos detalhes (ou seria Deus ?)
e as vezes as coisas são só detalhes.
na sua maioria, somos nós.
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Uma rápida apresentação

...sempre me perguntei se não é muito egocentrismo criar um blog. Sim, porque de fato é um espaço muito pessoal, cheio de excessos de quem o escreve. Espero não cometê-los e gostaria de que quem o acompanhasse se identificasse com os meus textos ou que pelo menos pensasse a respeito, questionasse.
Entre os assuntos que pretendo abordar estarão Cinema, Livros, Crônicas e Poemas, Cotidiano e a Vida, que de uma maneira geral é um um "baleiro" cheio para que eu possa discorrer em palavras.
Da escolha do título ao que desejo colocar no "baleiro" tudo foi pensado para que eu não ficasse limitado a um só tema. Certamente todos já viram como é colorido e variado um baleiro de bombons, imagina um de palavras e imagens.
Farei uma seleção de alguns poemas e textos antigos. Tentarei estar "presente" com artigos variados, mas como já disse, sem que eu fique "preso" a um tema só.

Um lugar para comportar idéias, uni-las.
para misturar sentidos,
explorar espaços, traços
expor opiniões, fazer sentidoFazer sentir, pensarDialogar, rabiscar, inovar...
repetir-se algumas vezes.
O reivento da palavra
a composição da repetição
rotação, escape, vávula
tédio, desejo, cotidiano
ontem, agora, amanhã
e o baleiro a girar
com suas palavras soltas
girando e nos incitando
e nem sempre explicando
Indagando, observando, vendo...
lendo, ouvindo, pensando...
Diversos víeis e temas
Espasmos de imagens
Uma mostra de sentidos,
mesmo que não os faça.
Apenas rascunhos,
Afagos, foice, fogo, cruz.
para misturar sentidos,
explorar espaços, traços
expor opiniões, fazer sentidoFazer sentir, pensarDialogar, rabiscar, inovar...
repetir-se algumas vezes.
O reivento da palavra
a composição da repetição
rotação, escape, vávula
tédio, desejo, cotidiano
ontem, agora, amanhã
e o baleiro a girar
com suas palavras soltas
girando e nos incitando
e nem sempre explicando
Indagando, observando, vendo...
lendo, ouvindo, pensando...
Diversos víeis e temas
Espasmos de imagens
Uma mostra de sentidos,
mesmo que não os faça.
Apenas rascunhos,
Afagos, foice, fogo, cruz.
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