Baleiro

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Fortaleza, Ceará, Brazil
entre as inúmeras coisas identificáveis que já ouvi, uma delas é que tenho uma multidão dentro de mim.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Ideologia á Cubana


Benicio Del Toro é o próprio Ernesto Che Guevara em “CHE”, filme dirigido por Steven Soderbergh (Onze Homens e um Segredo ) A atuação do ator é impressionante, a caracterização, os gestos tudo remete fielmente ao mito da revolução Cubana.

O filme retrata parte das batalhas que os levaram á revolução. O mito de CHE é cultivado e a importância do médico argentino é reverenciada. Ideologias á parte, o filme cumpre bem o papel a qual se propõe, a figura de Guevara é laureada nessa primeira parte da produção, que é dividida em duas partes (a segunda prevista para estrear no segundo semestre de 2009).
No elenco, o ator Rodrigo Santoro como Raúl Castro, atual presidente cubano.

Um Convite de Casamento que Vale a Pena


É bom deixar claro, que apesar do título, não se trata de uma comédia romântica hollywdiana: “O Casamento de Rachel” é um convite para participarmos da cerimônia. Somos conduzidos pela irmã dela que é liberada da clinica de reabilitação para ir ao enlace.

O retorno da irmã traz a tona uma série de conflitos familiares que ganham fortes contornos desde a sua chegada. O filme está além de um melodrama familiar, é bem construido e nos dá a impressão de estar presente em várias cenas do filme. Momentos dramáticos, tocantes e até engraçados constroem um filme que vale a pena ser apreciado.

A atriz que faz a irmã problema de Rachel é Anne Hathaway (de O Diabo Veste Prada) demonstrando nesse papel todo o seu talento dramático. Provando que está salva do estigma dos pápeis romantizados das várias mocinhas que já interpretou no cinema.

Dirigido por Jonathan Demme (O Silêncio dos Inocentes).

terça-feira, 26 de maio de 2009

Veneno Anti-Monotonia


Na monótona vida televisiva, são poucas as atrações que prendem a minha atenção. Há pouco mais de um ano estreou na Band o CQC, que realmente faz a diferença nas variações de um mesmo tema da TV aberta.

Apesar de se tratar de uma fórmula criada na Argentina (Custe o Que Custar), o programa comandado pelo experiente Marcelo Tás mistura entretenimento e política. Com uma equipe de jornalistas cheios de bom humor e uma dose de cara-de-pau, o CQC é a melhor opção da televisão brasileira atualmente.

Os quadros fixos do programa e que viram sucesso a cada semana no Youtube são : Top Five (onde são escolhidos 5 momentos bizarros da TV brasileira), Palavras Cruzadas (duas personalidades falando sobre vários temas), o CQ Teste (onde é medido o Q.I. de algumas celebridades), o Fala Na Cara (onde pessoas falam o que acham dos políticos na cara deles) entre tantos outros.

Com apresentação as segundas, por volta das 22h:15 e reprises aos sábados ás 23h:45, o CQC é “a cereja do bolo” da nossa TV.

Por uma Lei mais Democrática.


As mudanças na Lei Rouanet estão sendo discutidas. O ministro da Cultura Juca Ferreira esteve na última sexta-feira (22/05) em Fortaleza. No Plenário 13 de Maio, da Assembléia Legislativa, foram discutidas questões acerca das propostas para as modificações na lei.

O Ilustríssimo Ministro, que está viajando o país para apresentar essa nova proposta, expões quais seriam as mudanças mais pertinentes, entre elas uma democratização e acessibilidade maior ao incentivo federal. Entre os números apresentados, o que mais me chamou atenção foi o fato da má divisão dos benefícios: São Paulo e Rio de Janeiro detêm 80% da renúncia dos incentivos fiscais via Lei Rouanet.

A proposta de ampliar a lei de maneira democrática para todo país é um passo importante para a Cultura Brasileira. Não se pode concentrar em duas cidades as manifestações culturais de um país tão grande e rico culturalmente como o Brasil.

Temos muita coisa para mostrar, seja através do Cinema, Teatro, Música, Cultura Popular etc.
E a difusão desses meios em todo país é sim uma iniciativa louvável. Que tais mudanças sejam logo aprovadas e que os produtores e artistas culturais possam ter melhores meios de disseminar as suas artes .

Cinema e Teatro




O Jornal "O Povo" está com dois novos colunistas: Armando Praça (cineasta) e Yuri Yamamoto (escritor e diretor de Teatro). Eles dividem o espaço "Mirante" ás terças-feiras (um a cada semana), no caderno "Buchicho".


Armando e Yuri abordam respectivamente cinema e teatro. Eles nos dão uma panorâmica local do que tem sido feito nestas duas artes. Um espaço importante para divulgar e difundir o que tem sido produzido e o que está em produção no Estado.




sexta-feira, 15 de maio de 2009

Sinceridade de um cara de pau



"Estou me lixando para a opinião pública. Até porque a opinião pública não acredita no que vocês escrevem. Nós nos reelegemos mesmo assim."


Sérgio Moraes (PTB-RS), relator do Conselho de Ética.


A frase acima traduz o que muitos políticos pensam, mas só esse deputado teve a cara de pau de falar publicamente.

A Opinião Pública a que ele se refere, somos nós. E também somos nós, os responsáveis por reeleger politícos escrotos.

Em parte, ele tem razão no que diz. Muitos deles retornam ao poder depois de chafurdar na lama da corrupção e de fato, quem os coloca de volta?! Nós.

Memória curta, escândalos ainda maiores e tantos outros fatores incompreensíveis. Já passa da hora de mostrar o valor que tem um voto. Cabe a cada um de nós a consiência disso.


Ah e caso alguém queira ser tão sincero quanto ele, abaixo o email do nobre e sincero deputado:




P.S: A foto dele está junto com o texto, para que assim possamos assimilar o nome á pessoa.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Imediatismos Modernos


Se os olhos são a janela da alma, o computador é a janela para o mundo. Difícil imaginar a vida sem internet e celular nos dias de hoje. Lembro que há menos de 10 anos, esses dois e já indispensáveis instrumentos, sequer existiam na minha vida e na dos meus amigos mais próximos.

Quem nasceu nesse espaço de tempo, já é da era cibernética. Tudo ao alcance de um click. A impressão que tenho é que as possibilidades aumentaram, mesmo que muitas vezes de forma superficial. Hoje em dias existem amigos e namoros virtuais. Você pode entrar em contato com pessoas do mundo inteiro, diminuir distâncias.

As ferramentas são inúmeras e aumentam a cada dia: MSN, Orkut, Facebook, Skipe, e o novíssimo (por enquanto) Twitter, entre tantos outros.
Será que tanta rapidez nos tornou imediatistas? Tenho notado que as pessoas estão cada vez mais inquietas. As possibilidades de informações, os meios de comunicação, tudo isso exige que fiquemos a todo instante checando emails, celular, Orkut...parece que existe uma ansiedade constante.

Sou adepto a boa parte dessas inovações sim, porém, tento não surtar com os excessos. De vez em quando me pego ansioso por uma mensagem ou email, devo confessar. Mas sempre por uma boa causa. Sou da época em que se utilizavam os Correios e o telefone fixo para falar com as pessoas que estavam mais distantes (de preferência aos domingos que era mais barato). Para os mais próximos, a certeza e a surpresa de encontrá-los em alguns locais.

Por ter vivido as duas épocas, compreendo a magia de cada uma delas. O que era positivo e negativo em cada uma delas. O que se perdeu e se ganhou.
Confesso que sinto falta de receber cartas escritas á mão. Ainda guardo algumas. Lembro da ansiedade de esperar pelo carteiro e ânsia por saber o conteúdo de cada uma. Às vezes as noticias ali contidas já chegavam atrasadas. Atualmente, se você não as ler logo também ficarão.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

A Força Das Palavras


Estreou na última sexta-feira (08/05) no TJA, o espetáculo “Tudo Que Eu Queria Te Dizer”, baseado no livro da escritora Martha Medeiros. Com direção de Silvero Pereira, a noite de estréia contou ainda com a presença da escritora.

Aos poucos o público ia lotando a arena criada para dar vida ao espetáculo. No cenário, cartas espalhadas e caixas de correspondências. Duas atrizes em cena, dois músicos que também atuam. No mote, personagens dizem através de cartas tudo que queriam dizer para alguém mas nunca tiveram coragem. E várias histórias vão ganhando vida e contornos, ora engraçados e em outros momentos, comoventes.

As atrizes Andréa Piol e Alexandra Marinho, conseguem emocionar na medida certa. Seguras, elas conseguem sintetizar harmonicamente tudo que as cartas realmente querem dizer. Os dois músicos que interagem com elas no palco são fundamentais para alma da peça. As músicas escolhidas para embalar e dar ritmo a apresentação, a iluminação, o figurino, tudo tem uma delicadeza e força exigida pelo contexto das histórias expostas.

A direção de Silvero está impecável. O texto consegue prender a atenção do público. Ao final da apresentação todos aplaudiram de pé e merecidamente.

A peça continuará em cartaz no Dragão do Mar e no Centro Cultural do Banco do Nordeste. Divulgarei aqui, os dias e horários. Vale muito apena conferir!!!

terça-feira, 12 de maio de 2009

Milagre Pós Moderno ou seria Photoshop mesmo?


Na capa da revista "Quem", Suzana Vieira. Até aí nenhuma novidade, já que atriz é um verdadeiro "arroz de festa" nessas publicações.

O que realmente chamou a minha atenção e de muitas outras pessoas, é a silhueta que a quase "centenária" (exagero, meu) atriz apresenta na publicação.

Não precisa ser nenhum expert para perceber que exageraram no Photoshop. A pele lisinha, sem nenhuma mancha ou marcas, as curvas bem definidas expõem algo meio irreal, surreal.

O pior de tudo é que a revista quer vender que aquilo seja de verdade, aí já é brincar com a inteligência do povo.
Acima, duas das fotos do ensaio. E você, o que acha?

É Tempo de Ter Tempo


O maior luxo da atualidade é o tempo. Nos dias de hoje, quem o tem?! Estamos cada vez mais envolvidos em afazeres que nos competem, uns com prazer, outros nem tanto. Mas o fato é que precisamos de algo que é cada vez mais precioso: o tempo.



Quantas vezes escutamos durante o dia: “que horas? Já!!!”. Ou ainda “hoje já é quinta-feira?! Nossa! A semana passou voando”. Tem também o clássico: “já estamos em maio, quase no meio do ano”.É verdade, a impressão que temos é que o tempo está passando rápido demais. É como se cada vez menos o tivéssemos, e cada vez mais o valorizássemos , portanto, ele é cada vez mais raro e precioso.



Quem de nós, tem o direito de curtir uma boa leitura sem pensar nos inúmeros afazeres que virão em seguida? Ou mesmo utilizar-se do ócio criativo para escrever, compor, pensar. Parece que estamos sempre em processamento, contra o tempo. O que fazer então para usá-lo em prol do nosso bem estar?Acredito que todos nós tentamos unir trabalho e lazer. A impressão que fica é que essa junção as vezes é desigual e geralmente sobra...adivinha?! Sim, trabalho.



Na era pós-moderna o que não faltam são novidades. Inovações tecnológicas, novos meios de interação, noticias vindas dos mais remotos cantos do mundo. As telas passaram a ser janelas e o que se ver o tempo todo é um mundo inflado e cheio de excessos. E para estar conectado a tudo isso é necessário está ligado, plugado. E isso requer tempo, sempre ele. Requer que filtremos o que realmente nos interessa, o que é importante.



Às vezes é fundamental se desligar de tudo isso. Olhar um pouco mais pra si. Sei que existe quase tudo no Google, mas algumas coisas são essenciais e só a encontramos quando paramos, pensamos e olhamos para dentro de nós. É preciso de vez em quando focar em algo que as vezes subestimamos: nós mesmos e as coisas que de fato são importantes para nós.




Cesar Teixeira

Quanto Vale ou É Por Quilo?


Assistindo ao noticiário matinal, vi uma matéria que me chamou atenção. O tema é batido e não apresenta nada de novo: violência. Porém, acredito que estamos perdendo a capacidade de nos indignar com os bárbaros acontecimentos que já são rotineiros.A reportagem tratava sobre três assassinatos em menos de 24 h. Até aí nenhuma novidade, o número costuma ser sempre maior.


Os crimes, ocorridos no Rio de Janeiro foram gravados por câmeras de segurança e mostravam a frieza dos assassinos ao matarem á queima-roupa suas vitimas.No primeiro caso, eles entraram numa loja de conveniência de um posto de gasolina. O assalto é realizado com sucesso, mas na saída um deles atira e mata a balconista, uma jovem de 20 anos. Sem que a mesma esboce qualquer tipo de reação.No segundo caso, cinco jovens entram em um ônibus de uma linha metropolitana carioca. Realizam o assalto e calmamente se dirigem ao trocador.Mais um tiro á queima-roupa. E mais uma vez, o homem de 29 anos que não havia se quer reagido, é assassinado.No terceiro caso, dois homens numa moto, disparam contra uma loja em pleno horário comercial. Deixando mais uma vítima fatal. Assim, sem mais...Os três crimes ocorreram no Rio, mas poderia ser aqui.


A violência se alastrou de tal maneira que a impressão que tenho é que nunca estamos á salvo. Com vidas se esvaindo tão rotineiramente, estamos também perdendo a nossa capacidade de indignação, de protesto.É como se uma barbaridade superando outra,nos fizesse esquecer da anterior. E assim por diante. A vida humana tem valido pouco no atual mercado do crime. Os bandidos estão blindados e protegidos. Nós, á solta em busca de proteção e sem saber a quem recorrer.



Cesar Teixeira

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Não Vale O Ingresso...


O filme “A Mulher do Meu Amigo” dirigido pelo cineasta Cláudio Torres (Redentor) é um grande fiasco protagonizado pelos atores: Marcos Palmeiras, Otávio Muller, Maria Luisa Mendonça e Mariana Ximenes e a participação especial de Antônio Fagundes.

O enredo gira em torno do adultério e o filme não rende. O que era pra ser comédia, acaba se transformando em um festival (ruim) de clichês (ruins). Tem horas que é vergonhoso vê atores razoáveis em papéis deploráveis.
Como admirador e seguidor do cinema brasileiro, esse filme é um "tiro no pé". Não diz a que veio, aliás, não veio para nada. Não é "cabeça" e nem um bom "entretenimento".

Poderia escrever mais, mas decididamente não vale argumentar. O filme não vale o ingresso, não vale a locação e nem mesmo comprar uma cópia pirata no camelô mais próximo. Uma pena!