Baleiro

Minha foto
Fortaleza, Ceará, Brazil
entre as inúmeras coisas identificáveis que já ouvi, uma delas é que tenho uma multidão dentro de mim.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Sensacionalismo Social


O horário de almoço nas TVs locais é algo bem indigesto. Dando uma zapeada na programação das nossas emissoras, constatei que a hora do rango é sangrenta: na TV Jangadeiro tem o “Barra Pesada” (considero o Nonato Albuquerque muito bom profissional), TV Diário com o “Comando 22” e a TV Cidade com o “Cidade 190”.

Todos esses programas tratam de crimes, prisões, denuncias de moradores etc. Existe um assistencialismo neles que beiram ao sensacionalismo.As discussões acerca desse tipo de programa não são de hoje, não existe novidade alguma nessa pauta. O que me chama atenção é o horário em que eles vão ao ar. Fico pensando nas pessoas que os assistem e acredito que a maioria está preparando o almoço ou almoçando.
Nem de longe é o estilo de programa que gosto, mas sei que eles têm bastante audiência e um público fiel. Resumindo: todos eles espirram sangue e acho que são de embrulhar o estômago.

P.S: Entendo a função "social" dos mesmos, muitas vezes o que era para ser assistido pelo governo acaba sendo pedido ou mostrado nas pautas desses programas. Bem ou mal, é uma maneira de mostrar muitos que vivem á margem da sociedade.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Pensamentos Cibernéticos


Sou do tempo em que se enviava cartas. Do tempo em que esperávamos semanas por notícias de alguém que estava mais distante. Sou do tempo do disco de vinil, da máquina de escrever (éramos obrigados a ter curso de datilografia),das provas impressas em mimeógrafos á álcool,do tempo em que o celular não existia ainda.

Engraçado como algumas coisas tornam-se essenciais nas nossas vidas. Computador é um exemplo disso. Hoje em dia, temos noticias de qualquer pessoa ou cidade por mais remota que seja e em qualquer lugar do mundo.Fico pensando na geração que já nasceu com tudo isso. Qual será o resultado dos “filhos da Internet”?
Pelo que vejo, as pessoas estão cada vez mais ansiosas, tudo é pra ontem. As noticias e informações já não precisam virar o embrulho de amanhã na bodega da esquina. Elas se perdem no lixo eletrônico dos computadores vorazes por novas informações.O que é, daqui a pouco, já não é mais.

Os encontros casuais, com amigos, familiares e amores estão cada vez mais programados também. Existe o torpedo que em segundos combinamos um encontro ou informamos onde estamos. Temos o Orkut, o MSN, e agora o Twitter, onde você atualiza informações o tempo todo. Era tecnológica em demasia.

O que se perde e o que se ganha nessa nova era? É obvio que existem discrepantes mudanças entre os mundos que agora se fundem. Assim como muitos, vivi o encontro dessas eras, com suas vantagens e desvantagens. Sempre que via aquelas matérias do tipo: COMPUTADOR:Você ainda vai ter um. Ficava a indagação no ar, será? Já não divido mais de nada, parece que na era atual, quase tudo é possível.

domingo, 28 de junho de 2009

O Rei do Brasil


O cenário político brasileiro é uma caixinha de surpresas. De más surpresas. Os políticos por sua vez, aprenderam a colocar a culpa na imprensa pela descrença da população nos seus governantes.

O “injustiçado” da vez é o jurássico José Sarney (lembra dele?!). Pois é, nosso ex presidente é atualmente presidente do Senado e está chafurdando num lamaçal de denuncias. Estão falando em renuncia, certamente para que em breve ele possa retornar (até Collor ta de volta!).
Confesso que não tenho acompanhado o caso em detalhes, mas esse dado me chamou atenção: segundo a colunista da Revista Época, Ruth Aquino, Sarney tem 120 funcionários a sua disposição no Senado e com salários respeitáveis. Nesse mesmo texto, ela relata detalhes
escabrosos do abuso de poder desse excelentíssimo homem que tem sido defendido por Lula.

Sim, o presidente que outras épocas tanto o criticou, defendeu Sarney, algo como “acima do bem do mal”. Como é decepcionante ver um homem com a historia de vida do Lula ter que se submeter a coisas que ele não acredita. E pior é se acreditar.
Pelo que parece o ter o estado do Maranhão para mandar é pouco. Sarney quer ser dono do Brasil.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

O tempo de cada um


Teve uma época que eu era bastante saudosista. Tinha ganas pelo futuro, laureava o passado e esquecia do presente. Um circulo assim te aprisiona facilmente. E deixamos o tempo passar. Aí um dia você acorda e diz: “algo está errado”. Ohhh, que descoberta!!!

Lembro que quando vi pela primeira vez a campanha do Visa (Porque a vida é agora) achei genial essa sacada dos publicitários, simples, direta e verdadeira. A vida o que é, se não o agora? Temos somente a promessa de um amanhã. O passado é tudo aquilo que já foi, com erros e acertos, o que nos sobra é somente as lições.

O que é realmente um fato é o agora. Esse instante em que somos. Não condeno planos, até os faço e não esqueço o que é responsável pelo que sou hoje (o meu passado).Mas você deve conhecer pessoas que vivem do que um dia foi. Da pele que era mais viçosa, dos dias que eram melhores, do tempo em que o tempo...
Não volta! Foi uma época, uma fase, um dia. E é hoje que pode te propiciar mudanças (espero não está muito auto-ajuda, pois detesto rsrsr) é esse minuto em que és.

O que quero dizer é simples como o slogan do Visa. Mas que é preciso conhecer alguns caminhos tortuosos, outras tantas noites mal dormidas e pensamentos soltos. Já dizia Clarice: “A simplicidade só se atinge com muito trabalho”. E valorizar os “pequenos” momentos também, são neles que contém os mais genuínos prazeres que a vida pode nos oferecer e querer além disso, já é um pouco demais.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Paixão por Macabéa







Revi “A Hora da Estrela” sábado. Ontem, de uma vez só, reli a obra de Clarice Lispector que a Suzana Amaral se baseou para compor o belíssimo filme, realizado em 85.
Impossível não se emocionar com a interpretação de Marcélia Cartaxo como Macabéa, a retirante nordestina na cidade grande. Não sei se pelo frescor de ter visto a obra cinematográfica recentemente, mas algumas imagens não saím da minha cabeça. Tentei recriar uma outra Macabéa, mas confesso que a minha criação me fugiu o tempo inteiro e cheguei até escutar a voz da atriz que tão bem incorporou nordestina.

O livro de Clarice é uma obra tocante. A personagem principal é jocosa, desalinhada e de poucas falas. Parece um bicho em busca de sabe-se lá o quê. O carisma nasce da piedade, dá vontade de protegê-la do mundo. É inquietante ver a falta de reação dela. Chega a ser identificável em alguns momentos, talvez pelo fato dela ser nordestina.

Ela era estrangeira geograficamente e também dentro de si própria. Sem vaidade, sem sonhos e tosca, Macabéa é o excesso da simplicidade humana. E esse excesso de simplicidade é um choque para qualquer um.


Curiosidades "Macabéicas":


Macabéa gostava de cinema(ia quando recebia o ordenado) tinha preferência pelos filmes de terror e musicais;

Gostava de Coca Cola;
Era Datilógrafa;

Ouvia a Rádio-Relógio;

e gostava de cachorro-quente.



Sons que vem de dentro.


O silêncio sempre me causou sentimentos contraditórios. Seja nos momentos em que ele cala por consentimento ou por não ter mais nada a dizer. Por vezes, penso que aprendi a conviver com ele. Os silêncios de elevadores me incomodam, entre amigos ou amantes não.

Acredito que eles são fundamentais para os entendimentos que estão além dos ruídos, do que pode ser dito. Tem coisas que a palavra não expressa, não traduz. O silêncio sim, seja para o bem ou para mal.

Sempre precisei de momentos meus, estar comigo era um principio de entendimento. Um momento para adequar e organizar idéias, coisas, pessoas. Tem uma hora que tudo se mistura, somos partes de gentes, dentro de outras gentes. Infinitos mundos e lá no fundo é você que está. Se deixarmos, ficamos submersos entre escombros alheios. E nesses escombros existem coisas dispensáveis, muitas.

Perder-se em mundos, reencontrar-se em outros, deparar-se em traduções e essências. Precisa-se do vazio para que se possa encher-se de algo. Ter em você: você. Quem sou de fato? O abstrato, o externo, o lúdico. E o que é que me sobra? Quais as minhas faltas? Meu mundo extremo e contido. O meu ontem refletindo o amanhã que sequer chegou.Tem horas que não há nada para se dizer, qualquer palavra é leviana, assim como a boca que voz diz.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Vida Longa aos Livros







Quis presentear os meus sobrinhos. Pensei e logo decidi qual seria o presente. Sim, um livro (O Pequeno Príncipe). Antes que essa era tecnológica mande os livros para museus ao invés de bibliotecas, resolvi apresentá-los formalmente a um universo que poderá lhes abrir portas futuras.
Vi uma matéria esses dias de um novo equipamento que foi lançado nos Estados Unidos, é umas espécie de “livro virtual”. Como se fosse um notebook (ainda mais compacto) e lá pode conter milhares de títulos literários.
Tenho inclusive alguns títulos que baixei no meu computador, mas não me animo para lê-los. Confesso que prefiro o livro impresso,gosto do sentir as páginas, de observar a capa, contra capa, preciso desse contato direto.
Lembro do trecho de uma crônica de Clarice Lispector (Felicidade Clandestina) em que ela relata o seu desejo de menina em ler “As Reinações de Narizinho” de Monteiro Lobato e a dona do livro era uma criança cruel e nunca emprestava o livro. Até que um dia ela consegue o tão sonhado título e finaliza o texto assim: “Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com seu amante.”
Ainda sobre a rica visita a Barra do Ceará e as descobertas e particularidades do local, fomos numa escola que tinha uma pequena biblioteca e achei interessante a catalogação dos livros (veja fotos acima). Dá um alivio saber que eles sobrevivem em meio a essa era tecnológica.

No peito ainda bate um coração.











O centro da cidade é o meio, o contraponto e certamente o coração de uma cidade. Pessoas transitando, trânsitos, transe. Feirantes, passantes e poesia. Por horas esquecida, coração que as vezes enfraquece, bate em descompasso.

Personagens, estórias, textos e subtextos. Onde o sacro e o profano sub existem. Palco de inícios, reinícios e fins. Memórias e esquecimentos: o novo invadindo os espaços e o arcaico resistindo. Resistência que falta preservação. Casarões e prédios antigos sediando igrejas, estacionamentos, entre outros. Uma ode de esquecimentos e lembranças.
Meninos pedintes, aposentados e artistas populares. Pessoas em trânsito livre, umas parecem não saber aonde ir. Outras correm para chegar. Destinos, destinatários e dualidades.
Vidas que se entrelaçam. Vivências e violência. Tempos outros, talvez vindouros. Sem futuro, afirmam alguns. Tempo de não saber. Experimentações urbanas, circuitos, inovações. Luzes de neon. Invasões, inversões, ilusões. Cheiros que se misturam, pessoas que se aglomeram, um vai e vem sem fim.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

"Aqui nasceu Fortaleza". Barra Do Ceará

Dona Cristina

Particularidades

No táxi coletivo


Dona Cristina nos apresenta o bairro



Quadra do bairro





fim de tarde





uma das vistas para o mar



Fui a campo fazer um trabalho para disciplina de Comunicação Comunitária. A idéia era escolher um bairro da cidade e trabalhar as suas particularidades: virtudes e deficiências.
O bairro escolhido foi a Barra do Ceará. E já na ida essas particularidades se mostraram.

No centro da cidade existem taxis que fazem corrida para o bairro do mesmo preço do transporte coletivo urbano (R$: 1,80), não vale pagar meia com a carteirinha de estudante. Sendo que é necessário ter pelo menos quatro pessoas. Como estávamos em três fomos,de imediato, uma ótima oportunidade para interagir. Fomos conversando com o taxista.

Em alguns minutos vemos a vista que nos leva até lá ( algumas fotos acima). Uma bela paisagem no meio de uma tarde de quinta-feira. Fomos recebidos pela Presidente da Associação dos Moradores da Fco. Sá 1, dona Cristina, que se mostrou extremamente aberta e nos recepcionou. Deu entrevista e nos levou para conhecer parte do bairro: delegacia, escola, ruas...
Bem articulada, falou das deficiências e do amor ao bairro. Moradora da localidade há 22 anos, ela conhece bem todos os problemas e encantos de lá.

Fiquei pensando em como somos estrangeiros na cidade em que vivemos. A nossa limitação é na maioria das vezes a área em que trabalhamos, moramos e saímos para nos divertir. A cidade é sempre mais. Maior e mais complexa. Rica e pobre. Estigmatizada e querendo ser desvendada. Senti isso nas entrevistas que colhemos, pessoas receptivas querendo ser ouvidas e vistas. Talvez na ânsia de desmistificar os preconceitos e as verdades existentes que cada localidade tem. Existem nas palavras dos entrevistados verdades e desejos de algumas mudanças (muitas). Existe o orgulho de fazer parte do bairro onde Fortaleza nasceu.

Os Sem Diplomas (Jornalistas)


No dia seguinte da votação em que os ilustríssimos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram pela não obrigatoriedade do diploma para que seja exercida a profissão de jornalista, fui a campo fazer um trabalho para faculdade.


Sim, sou estudante de Jornalismo. E acho um absurdo essa decisão. Com uma boa dose de exagero, a minha opinião é que essa medida é o mesmo que extinguir o diploma para exercer a medicina. Já que de médico e de louco todo mundo tem um pouco.


Um dos argumentos usado é acerca da liberdade de expressão. Em parte, temos isso, já que hoje em dia todos podem ter um blog e outros infinitos espaços para escrever, comunicar e fazer manifestos sócios culturais.


Durante muito tempo, defendi que algumas profissões vêm de berço (talento) e jornalismo era uma delas. Ao entrar no curso percebi que é sim necessário estudo, muito estudo para ser um bom profissional. Uma coisa é um comentarista com outra formação, mas que entende do assunto e escreve bem ou se expressa bem. Outra completamente diferente é o fato de qualquer pessoa poder gerir notícia. Quais os critérios serão adotados para a responsabilidade dos jornalistas não diplomados? Os veículos serão responsáveis pelos conteúdos? Que qualidade técnica terá tais noticias e informações?


Fico surpreso com estupidez dos ministros e suas decisões equivocadas. Aliás, talvez no fundo eles estejam defendendo os interesses próprios. Porque na minha humilde opinião, essa manobra está muito além do interesse coletivo.


O ministro Gilmar Mendes comparou a profissão de jornalista a de cozinheiro. Com todo respeito aos cozinheiros (dos de botequim até os grandes chefs culinários) é óbvio que existe uma diferença imensa. Eu também compararia a profissão do ilustríssimo Ministro a uma que não me saí da cabeça. Liberdade de expressão eu tenho, não é ministro?! Mas tenho também a ética que um jornalista deve ter e isso eu tô aprendendo na faculdade.










A Cidade









Seus Centros e enredos. Suas cores, incolores.
Seu seio, anseios, medos.
Suas horas mortas.
Vivas, veias e viés.
Seus cheiros e comércios populares.
Artistas, cambistas, passantes, xepas.
Sons, ruídos e buzinas.
Ar, artes, partes. Um todo.
Um mundo vivo e mutante.
Moda temporal e démodé.
Musicas e louvores, ardores e sol.
O sal da terra. A pequena fortaleza.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

O Abstêmio - Ainda Sobre TV


Acho que ausência da TV está virando uma obsessão. Ontem cheguei em casa e por segundos esqueci do pane da minha “caixa de ilusões”. Peguei o controle remoto e apertei no “Power”. Nenhum sinal. Lembrei que estou sem TV. Aí pensei: hoje é quarta.
E minha cabeça se pôs a pensar na programação dos principais canais abertos: Globo: Futebol. SBT: novela da Manchete. Rede TV: como diz o colunista José Simão LuciANTA Gimenez.Bandeirantes: nunca lembro. Record: Mutantes ou A Fazenda.
Hummm...nada que eu quisesse mesmo ver. Ou talvez sim, para amanhã poder falar (certamente mal). Acho que o tema TV está sendo recorrente por um motivo: estou abstêmio desse veículo. Mas era cômodo dá uma espiadela e optar por qualquer outra coisa, que geralmente é dá uma lida e depois cama. Já já estarei “curado” dessa obsessão, mas confesso que está sendo bom ir “pra cama sem o Jô”. Sem o Britto Jr. na sua nova e sofrível apresentação; sem as pérolas da Gimenez ou sem as imagens do começo do século da novela da Manchete exibida pelo SBT.
E reafirmando discursos, vou ler alguma coisa, qualquer coisa que seja. Será mais útil.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Fora Do Ar


Faz três dias que estou sem TV, como já disse, ela está em pane. Cada vez mais me convenço de que é um protesto voluntário. Sim, ela resolveu se manifestar “silenciando” e “sem imagem” nenhuma. Despediu-se do obvio, cansou da monotonia de eu ter controle sobre ela. Fico impaciente mudando os canais o tempo inteiro, talvez ela não gostasse disso.

Tentei explicar (para o aparelho de TV) que essa inquietude das trocas de canais é a busca por alguma coisa que seja “assistivel” (acho que essa palavra não existe). Mas que dificilmente tem. Resolvi então elencar as piores coisas que temos espalhadas pelos canais abertos. Acho que to me sentindo mais livre longe da TV. O aparelho permanece no meu quarto, mas estou livre da programação.

Sem TV não sinto falta de:

Fausto Silva e o seu “Domingão do Faustão”

Dizer que não gosta do Faustão e que ele é mal educado com os entrevistados é “lugar comum”. Mas no meu caso, tenho problemas com tudo ali. O apresentador me irrita profundamente, simplesmente não consigo vê-lo e nem ouvi-lo.

João Inácio Jr.

O que é aquilo meu povo?! Tudo é trash naquele programa, tudo.

Luciana Gimenez e o seu SuperPop

As perolas lançadas pela apresentadora, o Ronaldo Ésper (com suas agulhadas) e os temas escolhidos para “polemizar” e render debates são muito apelativos, baixo mesmo.

Big Brother Brasil

Por todas as suas edições (acho que são 9 já) e por todas que ainda virão.

Jogo Duro

Apresentado pelo “ator” Paulinho Vilhena (aquele que é bad boy em todos os papéis e na vida real) o programa é um festival de nojeiras sem fim, com provas de extremo mau gosto e que expõe os participantes a um festival de absurdos sem tamanho.

A lista é extensa, tem ainda: A Casa é Sua de Sonia Abrão, Programa do Ratinho, Márcia ("mexeu com você, mexeu comigo"), Casos de Família, Dr. Hollywood, Ênio Carlos, todos os programas que espirram sangue tipo Barra Pesada,Gugu, Xuxa (imbatível) por mais de 20 anos e etc.
Devo ter esquecido de algum, aliás tenho certeza disso. Aceito novos membros para a lista.





Minha TV está em pane II




Lembrei de outro agravante que pode ter sido a causa da pane do meu aparelho de TV. Semana passada, no final da tarde de um feriado qualquer liguei a TV . Adivinhe quem está de volta? Cristina Rocha (ex Aqui Agora) e Ratinho. Ambos no SBT e um seguido do outro.

Vamos lá, primeiro Cristina Rocha a frente do “Casos de Família” (ou seria Barracos de Família?!). Na linha auto-ajuda e no melhor estilo expor as misérias humanas, ela comanda os casos apresentados. Incitando as pessoas, colocando “lenha na fogueira” e querendo ao mesmo tempo apaziguar as discussões. Está bem cotada para o papel de “advogada do Diabo”.

Ratinho no “Programa do Ratinho”:novo cenário e velha roupagem. Ele é mesmo que “explodiu” anos atrás, nada mudou. Esbravejando o tempo inteiro contra tudo e todos, exibindo casos “curiosos” e tentando segurar o telespectador com falsos suspenses. Tem ainda o “Sombra” (lembra dele?!) dando as manchetes. Tem também o “Xaropinho” (O Louro José do Ratinho).

Pois é, seu final de tarde promete: ainda tem a Márcia Goldsmith (é assim que se escreve?Não importa...heheh) na BAND, a Sônia Abrão na Rede TV e outra pérolas espalhadas nesses programas indigestos. Já dizia o Chacrinha:"na TV nada se cria, tudo se copia". Será que foi ele mesmo que disse?!

Minha TV está em pane I.




Minha TV está em pane total. Será que ela resolveu se auto desligar? Seria um protesto voluntário? Se for concordo com o aparelho.

Acompanhamos juntos (eu e minha TV) duas das mais lamentáveis estréias dos últimos dias da TV Brasileira: “A Fazenda” (Rede Record) e “Jogo Duro” da Globo.
“A Fazenda” é um reality show em que “celebridades” de quinta categoria estão confinadas. Um “Big Brother” piorado (se é que é possível) mas acredite, é. O Britto Jr. posando de Pedro Bial também consegue ser pior do que o original. A edição do programa é lenta e arrastada, cansa vê aquele bucolismo todo, com pessoas que nada têm a nos dizer. Uma espécie de BBB com rostos mais conhecidos (ou não).
Existem provas para definir o “fazendeiro” da semana (uma espécie de líder), paredões e as repetições do original. Resumindo: mandaram o Big Brother para a roça e lá tudo é mais chato.

Mas como na TV tudo pode piorar...

Depois do Fantástico, tem um tal de “Jogo Duro”, apresentado pelo Paulinho Vilhena, duro mesmo é agüentar o “conteúdo” daquele programa .
A cada semana oito participantes se submetem a esgotos, ratos, cobras, fígados expostos e outras infinidades de nojeiras para juntar o maior número de grana. Quem consegue mais e realiza as provas dentro do tempo determinado leva a grana para casa. Apenas um, claro.
Detalhe: quanto mais nojenta é a situação, maior é o valor das cédulas deixadas. Portanto, os participantes precisam se submeter literalmente a tudo por dinheiro.
Depois de ver a estréia, fiquei pensando como são inocentes os “aviõezinhos” de cédulas que o Silvio Santos atira para platéia que se acotovelam para pegar.
Fiquei me perguntando, até onde vai a gana das pessoas por segundos de fama e dinheiro? Qual o preço de cada uma delas?

P.S: Contrariando a minha opinião, "A Fazenda" está indo muito bem na corrida pela audiência e vem dandos ótimos números a emissora. Resumo da ópera: há quem goste.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Eterno Retorno


Em “Feliz Natal” o estreante em Direção Selton Melo leva as telas conflitos familiares, frustrações e mágoas, tudo junto em uma ceia de Natal.

O personagem do talentoso ator Leonardo Medeiros retorna á sua casa depois de quatro anos fora e evidencia todo o desajuste e falta de estrutura dos seus familiares.
O filme tem uma dramaticidade e um humor em alguns momentos beirando ao ácido. É pesado e a escolha da direção de Fotografia está em sintonia com o enredo: escuridão. Mesmo nas cenas diurnas as cores opacas das imagens se sobrepõem.

Apesar da escolha do tema ser recorrente, Selton Melo consegue dá uma “roupagem” interessante a película e arranca dos atores boas atuações. A ceia pode até ser indigesta e crua, mas o filme tem seus méritos e merece ser visto.

No elenco: Leonardo Medeiros, Darlene Glória, Graziella Moretto, Paulo Guarnieri e Lúcio Mauro.